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Deputado pede retomada do debate sobre PEC da Música

Agência Câmara, 18/5/2010, Educação e Cultura

Por Ralph Machado

O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) cobrou esclarecimentos do governo sobre a Proposta de Emenda à Constituição 98/07, a PEC da Música. O texto, que concede imunidade tributária a CDs, DVDs e mídias digitais de artistas brasileiros, foi retirado da pauta do Plenário em novembro de 2009, para que técnicos do Ministério da Fazenda pudessem avaliar os impactos fiscais e econômicos. Segundo o deputado, até hoje não houve uma manifestação.

"Solicito ao governo federal, por intermédio do ministro Guido Mantega, que dê uma resposta", disse Otavio Leite, que é autor da PEC e presidiu nesta terça-feira (18) sessão solene em homenagem à música popular brasileira. "O Brasil tem oferecido desonerações tributárias a vários setores. Como fica a música brasileira?", questionou.

"A música brasileira pede socorro, quer apoio e precisa de respostas. Não houve nenhuma até agora, o que é lamentável", disse o parlamentar. "Nós quase votamos essa proposta no ano passado. O que se quer é baratear os produtos para que a população cada vez mais ouça a música brasileira, para que novos talentos apareçam."

Pirataria

Otavio Leite lembrou que, no último fim de semana, foram apreendidos mais de 50 mil CDs e DVDs piratas em feiras livres na Baixada Fluminense. "A economia da música brasileira tem passado por dificuldades tremendas, sobretudo pela perversidade cruel imposta pela máfia da pirataria", afirmou.

"É preciso que o governo acorde para essa realidade e que possamos produzir algumas alterações, sobretudo de âmbito tributário, para permitir que a música brasileira seja comercializada de maneira mais barata, tornando-se mais acessível à população", disse o deputado.

Durante as discussões sobre a PEC da Música, apurou-se que, entre 1997 e 2004, a pirataria no setor fonográfico resultou na queda pela metade no número de artistas contratados, além do recuo de mais de 40% no número de lançamentos nacionais. Cerca de 2,5 mil pontos de venda foram fechados. Mais de 80 mil empregos formais acabaram eliminados.

Otavio Leite também é autor do Projeto de Lei 7011/10, que acaba com a cobrança de Cofins e PIS/Pasep sobre a venda de CDs e DVDs que contenham exclusivamente músicas brasileiras ou interpretadas por músicos brasileiros. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Mensagem

Também discursaram na sessão solene os deputados Edinho Bez (PMDB-SC) e Nelson Marquezelli (PTB-SP). Já o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), enviou mensagem lida na sessão: "Os brasileiros têm encontrado na criação musical seu espaço de expressão preferido. É assim de norte a sul, de leste a oeste. O Brasil ama a sua música e os artistas que trabalham com a música brasileira".

Participaram do evento a presidente da Associação Brasileira da Música Independente, Luciana Pergorer; o conselheiro da associação, Carlos Andrade; a diretora da rádio MPB FM, do Rio de Janeiro, Ariane Carvalho; a representante comercial da Rede Nova Brasil FM, Rita de Cássia Ferreira; e a gerente em Brasília da Fundação Padre Anchieta, de São Paulo, Cidinha Matos.

19/05/2010

Segundo nota oficial publicada no site da Câmara, os parlamentares da Comissão Especial de Fonogramas e Videogramas Musicais aprovaram no último dia 5 o parecer positivo do relator José Otávio Germano (PP-RS) sobre a Proposta de Emenda à Constituição 98/07, do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), conhecida como PEC da música.

A medida visa reduzir impostos como IPI e ICMS de CDs, DVDs e outras mídias, além de arquivos digitais contendo música por internet, telefonia móvel ou qualquer outro meio. Para isso, é proposta a inclusão de fonogramas e videofonogramas contendo música brasileira na Constituição Federal, no capítulo que trata de atividades e produtos que o Estado não pode tributar (onde já estão incluídos livros, jornais e revistas). A proposta ainda deve ser aprovada por dois turnos de votação na Câmara antes de seguir para o Senado.

Dentre os artistas presentes no plenário, estavam Gian e Giovani, Eduardo Araújo, Ivo Meirelles, Jorge Versillo e o representante do grupo musical NX Zero. O projeto também conta com o apoio da Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD), além de gravadoras como Som Livre, Sony Music, EMI Music, Warner Music e Universal Music, e artistas como Zezé Di Camargo & Luciano, Roberto Carlos, Sandra de Sá, Fagner, Leoni, Frejat e Francis Hime, junto com músicos e produtores da cena musical independente, por meio da Associação Brasileira de Musica Independente (ABMI).

A ABPD destaca que a aprovação final da emenda significará bastante para todos os envolvidos na produção de música, como artistas, compositores e gravadoras, entre outros, que terão como efeito prático o aumento da renda de toda cadeia produtiva da música, voltando a gerar postos de trabalho dentro do setor e a lançar cada vez mais novos artistas e produtos no mercado.


Oposição à proposta

Atualmente, o único estado que possui isenção de impostos para a produção de música no Brasil é o Amazonas. Por isso, a bancada deste Estado é contrária ap PEC. No entanto, Otávio Leite argumenta que a Zona Franca não será prejudicada, pois o benefício da isenção do IPI será exclusivamente para Manaus. Os outros estados terão isenção apenas do ICMS e do ISS.

Em acordo com os representantes do Estado, o texto foi alterado para que as fábricas de CDs e DVDs da Zona Franca de Manaus continuem com a imunidade tributária. No entanto, o deputado Marcelo Serafim (PSB-AM), que liderava a bancada, disse que mesmo com a alteração, a bancada votou contra, pois a proposta continua colocando em risco os empregos em Manaus e não combate a pirataria. Na opinião do parlamentar, o projeto vai levar a fiscalização da Receita Federal a se concentrar em outros produtos, como cigarros. A bancada do Amazonas prometeu que continuará tentando reverter o texto, que ainda será analisado em dois turnos pelo Plenário. 


Sobre o projeto

A redação da lei, de autoria do Deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), apresenta dados da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), destacando que o Brasil, outrora em sexta posição no ranking mundial dos países que mais vendem música, hoje está com a décima primeira colocação em decorrência das perdas provocadas pela pirataria física e digital.

Nos últimos dez anos, o setor fonográfico brasileiro encolheu mais de 70%, passando de um faturamento anual de aproximadamente R$ 1.377 bilhões, em 1997, para R$ 359,9 milhões, em 2008. Os dados negativos foram responsáveis no país, somente nos últimos seis anos, por mais de 50 mil empregos perdidos no setor e cerca de 60% de redução no lançamento de música em CD, DVD, ou outro formato digital.

Para Otávio Leite, a proposta é uma tentativa de defesa do produto nacional. "Acreditamos que a instituição dê imunidade tributária para a produção e a comercialização de música no Brasil, em seus diversos suportes, a exemplo do que já ocorre com livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão. Isso pode atenuar sensivelmente a barreira econômica que pesa sobre o produto original", afirma.

Por Allan Melo
Ago/2009

Imunidade Tributária Já!
Mídia: Associação Brasileira da Música Independente
Data: 01/04/2009

Profissionais da música iniciam movimento para que o congresso aprove com rapidez a PEC 98/07 que concede imunidade tributária na produção e na comercialização da música brasileira.

Os artistas brasileiros e os profissionais do ramo pedem o comparecimento dos deputados federais no Congresso Nacional no dia primeiro de abril de 2009 para a aprovação da PEC 98/07. A música brasileira agradece.

A PEC 98/07 visa acabar com o excessivo peso dos impostos e a complicada burocracia associada ao pagamento destes tributos na comercialização da música tanto no formato físico como digital. Como se não bastassem as incoerências tributárias da União, o fisco estadual impõe ao mercado fonográfico o pagamento antecipado do ICMS por substituição tributária cujo recolhimento prévio pode significar a falência de uma empresa de pequeno porte que, por ventura, tenha a “sorte” de ter um sucesso de vendas em seu catálogo de produtos.

A PEC 98/07 pede imunidade tributária aos fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil, contendo obras musicais ou lítero-musicais de autores brasileiros, e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros, bem como os suportes materiais ou arquivos digitais. Os produtos estrangeiros, licenciados de outros países, não receberão o benefício.

No passado, incentivos fiscais contribuíram para que o Brasil se tornasse um dos três países de maior produção de música nativa no mundo, precedido apenas pelos EUA e a Inglaterra. Tais incentivos atraíram investimentos internacionais para a música brasileira e permitiram o desenvolvimento de uma indústria pujante, geradora de centenas de milhares de empregos formando uma cadeia produtiva bem remunerada além de proporcionar aos mais diversos segmentos sociais uma equalização sócio-econômica ímpar, posto que talento não procura berço e que, a despeito do nível social ou acadêmico de seus criadores, a produção de música gravada proporcionou sucesso e ascensão social a uma enorme diversidade de brasileiros. Essa indústria, hoje diversificada com a presença de todas as multinacionais do disco, centenas de gravadoras independentes e milhares de artistas auto produtores vem, desde então, gerando um patrimônio intelectual para o país de inestimável valor e representatividade cultural além de desenvolver um manancial inesgotável de divisas para o Brasil. A música brasileira é a nossa maior e melhor fonte de patentes e vem sendo observada pelo governo, segundo pesquisas do SEBRAE, como estratégica na afirmação qualitativa da “Marca Brasil” e afirmativa da nossa diversidade cultural e da identidade nacional frente à globalização que hoje se consolida em todo o planeta.

Por força de interesses diversos, esses incentivos foram mudando suas características e isenções até que para tentar compensar suas perdas, os fabricantes de discos, já solidamente instalados em Manaus, aproveitaram-se das leis de incentivo da Zona Franca que já os beneficiava na fabricação, para estender suas atividades para as operações logísticas de distribuição, atribuição esta, até então, desenvolvida por cada uma das gravadoras através de todo o País. Tal distorção levou ao desmantelamento de uma rede secular de distribuição fonográfica específica e juntamente com a pirataria, ao fechamento de grande quantidade de pequenas lojas especializadas na venda de discos. O resultado foi uma queda de faturamento da indústria da música, de um bilhão de dólares em 1999 para pouco mais de um quarto desta receita em 2007.

Além do acima relatado, a atribuição de isenções apenas à fabricação e distribuição ao invés da produção de conteúdo, fato gerador do real valor do produto fonográfico, criou uma das maiores distorções tributária do país, duplamente prejudicial à música. Por um lado o pequeno produtor e o artista auto-produtor brasileiro, ao distribuir seu produto, arca com uma carga tributária duas vezes maior que o produto internacional fabricado e distribuído a partir de Manaus. Por outro lado, não é interessante economicamente e de absoluta impossibilidade logística para as oito fábricas/distribuidoras localizadas em Manaus distribuírem toda a diversidade fonográfica fabricada por eles mesmos.

Assim, houve uma avassaladora concentração de mercado, pois o atendimento das fábricas/distribuidoras ao mercado, que já contou com 4500 pontos de venda, restringe-se hoje às grandes redes de lojas, algumas sem qualquer especialidade fonográfica, como supermercados, e lojas de eletrodomésticos que buscam apenas produtos de giro rápido, além de sítios virtuais na Internet que vendem de máquinas de lavar a camisinhas, deixando à margem do mercado a produção experimental e evolutiva, que no passado consolidou gênios como, Caetano Veloso, João Gilberto, Gilberto Gil, Djavan, Tom Zé, Chico Buarque, entre tantos outros.

A imunidade tributária é de extrema importância neste momento difícil de recursos escassos, baixo consumo, e principalmente ao combate a pirataria física e digital.

Com certeza a imunidade tributária na produção de música no Brasil poderá dar um fôlego tanto para as empresas nacionais como as internacionais instaladas no país, no que diz respeito ao investimento na música brasileira.

Esta luta pela imunidade tributária foi iniciada em 2007 durante a Festa da Música em Canela (RS), usando por base a lei constitucional de imunidade tributária do mercado livreiro - uma vez que a música é igualmente uma formadora didática de informação de massa. É preciso lembrar que quando foi concedida imunidade semelhante para o livro em 1948, o trôpego mercado editorial brasileiro não só se recompôs como experimentou um boom que dura até hoje. E música é sem dúvida o maior patrimônio cultural deste país. Outro aspecto a ser considerado é que a cadeia produtiva da música emprega mão de obra numerosa e de qualidade, compositores, músicos, produtores, técnicos, designers, marketing, etc. E nesses últimos dez anos por inúmeros motivos foram perdidos mais de 45 mil postos de trabalho no mercado musical brasileiro. Nesta questão é preciso salientar que com o aquecimento do mercado através desta imunidade a indústria poderá voltar a contratar, gerando cada vez mais postos de trabalho e renda a estes profissionais.

O mercado estima que, com a imunidade tributária, os CDs e DVDs poderão ficar cerca de 30% mais baratos nos pontos de venda. Além disso, a lei contempla também o comércio de música digital, que poderá a partir daí se estabelecer de fato, revitalizando a produção e proporcionando maior acesso da população a nossa música.

A PEC 98/07 está em tramitação na Câmara dos Deputados em Brasília,

e será votada em plenário dia primeiro de abril, para depois, ser encaminhada ao Senado.

A imunidade tributária pleiteada pela PEC 98/07, conhecida como a PEC da Música, de autoria do Deputado Otávio Leite (PSDB/RJ), tendo como co-autores um colegiado pluri partidário, formado pelos seguintes parlamentares; Deputado José Mucio Monteiro (PTB/PE), Deputado Ciro Gomes (PSB/CE), Deputado Átila Lira (PSB/PI), Deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA), Deputado Flávio Dino (PCdoB/MA), Deputado Nelson Trad (PMDB/MS), Deputado José Eduardo Cardozo (PT/SP), Deputado José Otávio Germano (PP/RS), Deputado Fernando Coruja (PPS/SC), Deputado Marcos Montes (DEM/MG), Deputado Albano Franco (PSDB/SE), Deputado Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), Deputado Walter Pinheiro (PT/BA), Deputado Luiz Bittencourt (PMDB/GO), foi formulada por estes representantes eleitos em consonância com a indústria fonográfica brasileira observando o cuidado de não desestabilizar o status atual dos fabricantes, fornecedores e parceiros da Música do Brasil, que investiram na Zona Franca de Manaus e que hoje, com o desenvolvimento logístico por eles implementados em seus negócios, distribuem além de discos contendo fonogramas e vídeo fonogramas (CDs, DVDs e Blu-Rays), toda sorte de produtos provenientes de injeção de matéria plástica inclusive os famigerados discos virgens base da pirataria eletrônica que assola o país e que, interessantemente, demonstrou desempenho inversamente proporcional ao do disco gravado com conteúdo cultural, pois este caiu de uma produção de 200 milhões de peças ano para meros 80 milhões sendo que em pouco mais de dois anos a produção de mídia virgem no país cresceu de 13 milhões para 180 milhões de discos ano não estando contemplada pela


PEC da Música e, por conseguinte não abalando as estruturas de tais fábricas. Notável é ainda o fato de que DVDs de filmes e séries televisivas, mídias contendo softwares, discos de artistas internacionais, não serão afetados por tal imunidade e continuarão se beneficiando das isenções obtidas pela distribuição a partir de Manaus.


Lamentavelmente, a única oposição a esse projeto tem sido até agora demonstrada pelos representantes do Amazonas que insistem no monopólio da Zona Franca de Manaus para as isenções tributárias deferidas pelo Governo Brasileiro e isso doa a quem doer. Assim, os milhões de representantes da música em todo o Brasil esperam que os motivos acima relatados sejam suficientes para uni-los à causa maior da música brasileira uma vez que este Estado tem na Festa de Parintins uma das mais preciosas representações culturais daquela região sendo música a base desta importante manifestação de identidade do povo amazonense.

Estúdios de gravação estão fechando suas portas, músicos especializados em gravações são cada vez mais raros, lojas de discos mudaram de ramo, profissionais da Indústria estão desempregados, a produção brasileira de conteúdo musical tem encontrado em grandes autores o desânimo de produzir sem uma justa remuneração, artistas de renome mundial trabalham seus discos hoje de forma independente e se vêem reféns de um sistema de radiodifusão corrupto e distorcido, camelôs tomam lugar de comerciantes pagadores de impostos, formadores de profissionais e contribuintes da previdência social, meios de comunicação e mídia irresponsavelmente vaticinam o fim de uma mídia que conta no Brasil com 700 milhões de aparelhos aptos a reproduzir a mais nobre das artes brasileiras e que é o maior motivo do orgulho nacional, segundo pesquisa da empresa de marketing Ogilvy.

Em suma, a música brasileira pediu socorro e uma enorme quantidade de parlamentares, cientes de sua importância e representatividade para a nação, estão se empenhando por sua aprovação tendo ela passado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e que irá, no dia primeiro de Abril próximo , à votação do relatório da Comissão Especial da Câmara, presidida pelo ilustre Deputado Décio Lima (PT/SC) e relatada pelo representante de um dos Estados mais musicais da União o Deputado José Otávio Germano (PP/RS). Este é o próximo passo

para que a PEC da Música possa ir a plenário ser apreciada por todos os representantes do País no Congresso Nacional e em seguida no Senado.

A classe musical está sendo representada pelo presidente da ABMI Roberto de Carvalho (Robdigital), o ex-presidente da entidade Carlos de Andrade (Visom Digital), o jornalista Fernando Vieira da Festa da Música - RS, pelo presidente da ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos) Paulo Rosa, pelo o Autor da PEC 98/07 (PEC da Música), como ficou denominada, o Deputado Otávio Leite PSDB/RJ, o Relator da PEC Dep. José Otávio Germano PP/RS e o Presidente da Comissão Especial que julga a PEC na Câmara Dep. Décio Lima PT /SC.

QUEM SE BENEFICIA


Gravadoras de todos os tamanhos, editoras, sociedades de arrecadadoras, produtores de conteúdo, de suportes e distribuidores de

conteúdo (CDs, DVDs, telefonia celular, Internet, rádios e TVs), Intérpretes, autores e músicos, lojistas, atacadistas, integradores,

provedores, estúdios de gravação, fábricas de CDs e DVDS, e toda a cadeia produtiva da música gravada. E principalmente o consumidor final.

POSIÇÃO DA INDÚSTRIA FONOGRÁFICA ATUAL:

Nos últimos 10 anos a Indústria Fonográfica Brasileira teve seu faturamento reduzido de um Bilhão de dólares anuais para menos de 300 Milhões de Reais. Vítima da prática infame da pirataria esta Indústria perdeu, além de significante faturamento, mais de 45.000 postos de trabalho formal em um setor cuja mínima retribuição salarial é de dois mínimos. Note que os impostos previdenciários não estão nesta imunização e nosso objetivo é recuperar esses cargos com as ações abaixo descritas. Além disso, o imposto arrecadado por esta decrescente Indústria representava em 2006 apenas 0,02% da arrecadação bruta da União e sua derrocada em nada acrescentará ao País que detém o segundo lugar na produção mundial de música nativa, sendo 75% do mercado gerado pela produção de música brasileira.

O QUE REPRESENTA A MÚSICA PARA O PAÍS

A música brasileira é a nossa maior e melhor fonte de patentes e vem sendo observada pelo Governo, segundo pesquisas do SEBRAE, como estratégica na afirmação qualitativa da “Marca Brasil” e afirmativa da nossa diversidade cultural e da identidade nacional frente à globalização que hoje se consolida em todo o planeta.

A música tem sua base econômica na propriedade intelectual e o direito autoral e fonográfico são patentes de grande valor para a geração de divisas da União. Na década de 70 o grupo ABBA rendeu mais divisas à Suécia que as fábricas Volvo e Scania juntas.

Os Países de “Terceiro Mundo” vivem do que plantam, os “Desenvolvidos” do que produzem, mas o verdadeiro “Primeiro Mundo” vive do que pensa e suas patentes são a forma de remuneração por sua inteligência sócio-econômica. As Indústrias criativas (Música, Cinema e Literatura) representam 8% do PIB mundial.

NO QUE A IMUNIDADE BENEFICIARIA A MÚSICA BRASILEIRA

As isenções tributárias fomentam Indústrias de modo definitivo. Exemplos como as recentes isenções da Indústria de Informática que vem multiplicando a inclusão digital em nosso País. O efeito da redução do IPI na recuperação das vendas e a manutenção dos empregos na indústria automobilística. A imunidade tributária do livro, fez decuplicar a Indústria editorial bem como livrarias cada vez mais sofisticadas e oferecendo produtos de maior qualidade. E a própria Zona Franca de Manaus que permitiu o desenvolvimento de tecnologia fabril em uma região de difícil acesso, logística inadequada, clima inóspito e despreparo profissional transformando-a numa das regiões mais prósperas do País.

Com o desaparecimento das lojas de discos ou a troca do seu foco para livrarias e supermercados o produto fonográfico, o mais representativo da cultura nacional, é hoje coadjuvante entre publicações e produtos secundários.

A imunidade busca a recapilarização da distribuição fonográfica, a prática da consignação, hoje impossível pela exigência dos tributos antecipadamente às vendas, o preço de capa nos discos e, evidentemente, a diminuição dos valores do produto fonográfico para seus consumidores que, dada a assimetria fiscal existente no País, pode oscilar entre 15% e 30% na comercialização dos discos e chegar a 40% nos fonogramas comercializados por telefônicas ou empresas de Internet.

Todas essas ações fomentariam determinantemente o setor trazendo de volta uma quantidade de empregos formais e de qualidade remunerativa (músicos, vendedores, maestros, técnicos de som, produtores, etc.).

Além disso, faltam recursos para Governo em combater a prática infame da Pirataria Fonográfica, esta Indústria teria ao menos sua equiparação, por justiça, uma vez que a Pirataria não só está isenta destes impostos, por se tratar de crime, como em nada contribui com o desenvolvimento social ou mesmo dos produtos fonográficos, muito pelo contrário, pois estes estão deixando de ser produzidos no Brasil dando lugar a produções estrangeiras que vem para o país com seus custos pagos pelas matrizes internacionais.

COMO FICA O BRASIL NESSA LUTA

A Indústria do entretenimento, onde a música é sua arte maior, é vista como uma das mais progressistas, equalizadoras sociais, vistos os exemplos acima descritos, assim defender uma emenda como esta trará foco a essa indústria e, com certeza, grande desenvolvimento para todos, mais produção musical, mais postos de trabalho, mais consumo e mais repercussão internacional.

Lembre-se que Luiz Gonzaga e Heitor Villa-Lobos têm a mesma importância cultural para o país tendo vindo de camadas sociais e com bases educacionais opostas, sendo o elemento equalizador destas duas diferentes realidades a música.

“TODA ARTE ASPIRA SER MÚSICA”. Sófocles

VAMOS À LUTA PARA APROVAÇÃO DA PEC 98/07!

PEC da Música, mais perto do final, mas ainda problemática
Mídia: Revista Backstage
Data: Julho / 2008


A reunião da PEC da Música, no dia 26 de maio, no Hotel Everest – Rio de Janeiro, reuniu várias personalidades da cena musical brasileira como Fagner, Fernanda Abreu, Leoni, Roberto Frejat, Tico Santa Cruz, Bruno (Biquíni Cavadão), Denis (da Dupla Denis e Digão), Marcelo Castelo Branco (presidente EMI), Max Pierre (produtor), Zé Milton (produtor), Marcos Jucá (presidente ABER), José Celso Guida (diretor ABMI), entre tantos outros. Na ocasião, os presentes discutiram, juntamente com os deputados Otávio Leite (PSDB-RJ), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Chico D'Ângelo (PT-RJ), as estratégias para as próximas etapas do encaminhamento para aprovação da PEC da Música, que versa sobre a imunidade tributária para a música brasileira gravada.

No dia seguinte, em Brasília, o relator da PEC, deputado José Otávio Germano (PP-RS), começou a elaborar o parecer à emenda constitucional e foi surpreendido por um pedido de apensamento da emenda que prevê a reforma tributária no Brasil, posto que esta, com maior abrangência, açambarcaria a PEC da Música em seu texto final, colocando-a para votação juntamente com uma emenda maior.

Esta reviravolta pode ajudar ou prejudicar o andamento da nossa PEC, pois os dois lados desta moeda orientam para o fato de perdermos o foco e o controle dos debates e debatedores, uma vez que, para que esta tramite no bojo da emenda principal, precisaremos trabalhar com afinco para denotá-la em meio a itens de maior interesse para o conjunto da Nação. Por outro lado, se trabalharmos com união e foco junto aos parlamentares de nossos estados, pressionando-os e evidenciando a grande importância desta PEC para o setor, teremos a oportunidade de ganhar tais apoios e ver nossa emenda votada ainda este ano, o que nos colocaria em ritmo de aceleração da indústria já no ano que vem. O apoio e engajamento são, agora, mais necessários e fundamentais para a aprovação da nossa PEC da Música.


Pec da Música
Mídia: Jornal O Globo
Data: 2/1/2008 - 2327


O Rei Roberto Carlos ligou para o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para pedir a votação de projetos de combate à pirataria. Um deles, de autoria do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), dá imunidade tributária para CDs e DVs nacionais, com o objetivo de reduzir o preço do produto

PEC da Música beneficia produções fonográficas
Mídia: Agência Tucana
Data: 29/12/2007 - 2336


O deputado Otavio Leite defendeu nesta quinta-feira o combate rigoroso à pirataria. O tucano é autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 98 de 2007, que estabelece imunidade tributária para as produções musicais brasileiras. ´O objetivo é tornar o produto original mais acessível ao consumo, popularizando ainda mais seu acesso às classes menos privilegiadas e reduzindo o estímulo à pirataria´, ressaltou

MOBILIZAÇÃO

Uma comissão especial foi instituída para análise da PEC, e o grupo já realizou sua primeira reunião. ´Recebemos dois artistas que apoiaram o projeto e o próximo passo é avançar na mobilização da comunidade artística para que ela se articule´, apontou Leite. Segundo o deputado, a proposta é ´um brado em defesa da cultura nacional´. ´É urgente a implantação de medidas que fortaleçam a produção musical brasileira diante da avalanche cruel de pirataria e da realidade inexorável da internet´, ressaltou.

De acordo com números da Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos, o Brasil, antes detentor da sexta posição no ranking mundial de produtores fonográficos, hoje tem seu mercado reduzido ao décimo segundo lugar. ´Ocupamos o primeiro lugar no que diz respeito às perdas decorrentes da pirataria no segmento musical, sendo nossos autores, compositores, produtores, artistas e profissionais de música em geral, os mais diretamente prejudicados pela indústria ilegal´, ponderou o tucano.

PESO DOS IMPOSTOS

Segundo o deputado, a proposta pretende interferir no quadro retirando de cena o alto preço dos impostos que recaem sobre o produto original, fator que efetivamente torna a concorrência entre esse e o produto pirata quase impraticável. ´Sabemos que a qualidade técnica é muito inferior no trabalho ilegal, mas o apelo do baixo valor acaba se tornando irresistível, notadamente para aquela faixa da população com poucos recursos´, avaliou.

O parlamentar destacou ainda que o mercado brasileiro de música gravada simboliza uma das mais eficientes fontes de divisas na exploração da propriedade intelectual do país, mas está em queda livre. Para ele, a instituição de imunidade tributária para a produção e comercialização da música composta ou gravada por artistas brasileiros - a exemplo do já ocorre com livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão - pode atenuar sensivelmente a barreira econômica que pesa sobre o produto original. ´Vamos difundir e consolidar este importante alicerce da cultura brasileira´, concluiu Leite.


Entrevista com Deputado Otávio Leite
Toca News - Toca Disc
Edição Dezembro/07

www.tocadisc.com.br

TD - Apesar de todos os problemas enfrentados pelo mercado fonográfico nos últimos anos, pouco tem sido feito de significativo por parte do governo. Por isso, a já chamada "PEC dos Músicos" tem atingido grande repercussão. Como o senhor se interessou por essa questão?

OL - É do conhecimento de todos que a indústria fonográfica vem acumulando prejuízos, principalmente, em razão do crescimento predatório e desenfreado da pirataria. Ora, se nós, deputados federais, temos no âmbito do Poder Legislativo um dispositivo que nos permite alterar a Constituição Federal, de modo a colaborar significativamente com esta questão, por que não utilizá-lo? O que se pretende com esta Proposta de Emenda Constitucional é incentivar a música brasileira que é um fator de unidade nacional.

TD -  Para se entender o impacto dessa emenda para o mercado, qual seria um número percentual aproximado de redução no valor final de um CD, por exemplo?

OL - A proposta  pretende intervir, retirando de cena um fator que efetivamente torna a concorrência entre o produto pirata e o original quase impraticável: o gigantesco peso dos impostos que recaem sobre o produto, tornando seu custo final muitíssimo maior para o consumidor. Atualmente, essa carga federal - IPI, Cofins e ICMS - é responsável por um acréscimo de até 40% no preço dos produtos vendidos nas lojas. Sem falar do ICMS e do ISS.

TD -  Podemos esperar uma resistência por parte de algumas pessoas em função da perda de uma fonte de arrecadação de impostos?

OL
- Não acredito em resistências neste sentido. Ao contrário, trata-se de uma causa de interesse nacional.

TDComo se sabe, houve veto por parte de três parlamentares (Paulo Teixeira (PT-SP), José Genoíno (PT-SP) e Paes Landim (PTB-PI). O senhor acredita que a PEC possa ser vetada pelo governo?  

OL - A mobilização no Congresso por sua aprovação vem sensibilizando os muitos deputados. Entretanto, o processo de elaboração das leis no país é extremamente complexo. No caso da PEC da Música, serão necessários três quintos dos votos, em votações exclusivas em cada casa: Câmara e Senado.

TD - Qual a posição do Ministro da Cultura?  

OL - Encontrei com o Ministro Gilberto Gil no aeroporto e ele se revelou simpático à tese. Aliás, um dos co-autores é o atual ministro José Múcio Monteiro (PTB-PE). Isto é, cercamos por todos os lados. 

TD - De acordo com o texto da Proposta, esta emenda se aplicaria a obras musicais de autores brasileiros. Assim, podemos entender que a imunidade não se estende a fonogramas e videofonogramas de artistas internacionais lançados por selos brasileiros?

OL - Só se aplicam se interpretados por artista brasileiro, algo muito comum na música clássica. A defesa do patrimônio cultural próprio,é um dever de todos os países.

TD - De acordo com informações fornecidas pelo site da Câmara, a última etapa foi a criação de uma Comissão Especial pela Presidência da Câmara, em 16 de outubro.
Havia um prazo para a nomeação dos titulares. Esses nomes já foram escolhidos? Qual será o próximo passo?


OL - A Comissão será presidida pelo Deputado Décio Lima de (PT-SC), e o relator o Deputado  José Otávio Germano do (PP-RS).  A idéia é promovermos algumas audiências públicas pelo país,até fevereiro/março.

TD - O senhor acredita que podemos ter alguma definição, positiva ou negativa, sobre a Proposta ainda nesse ano de 2007?

OL - Avançamos muito mais do que, em geral, esse tipo de matéria anda. No entanto, é preciso perseverar.

TD - O que nós, como profissionais da indústria fonográfica e como cidadãos, podemos fazer, na prática, para colaborar pela aprovação?  

OL - Pode contribuir entrando em contato com o seu representante no Congresso Nacional, enviando mensagens a todos os deputados federais, posicionando-se favoravelmente à proposta e destacando sua importância para a valorização do produto nacional. Também poderá contribuir, e muito, fazendo com que mais e mais pessoas tomem ciência da existência desta PEC e enviando e-mails para gabinete@otavioleite.com.br . Precisamos promover um grande movimento nacional.

TD - Numa abordagem mais pessoal, o senhor é um consumidor de músicas em formatos como o CD e o DVD, ou mesmo por compra de música digital (download)?

OL - Sou daqueles que gostam do CD. Sempre haverá mercado para esses brasileiros. É costume. O fundamental é formalizar esse comércio. Para isto é preciso somar preço compatível e consciência em prol da cultura nacional. A idéia no fundo só se viabiliza porque os artistas são os melhores instrumentos para conscientização das pessoas.


Ponte Rio-Brasília

Mídia: Jornal do Brasil
Data: 17/12/2007 - 2312


Eles costumam brincar que estão de ´lupa na mão´, mas o assunto é sério. Sandra de Sá, Leoni, Frejat e Rosemaryestiveram em Brasília, semana passada, para acompanhar os trâmites do projeto de emenda constitucional que retira a cobrança de impostos federais da produção de CD´s e DVD´s. De iniciativa do deputado federal Otavio Leite , a proposta, já batizada PEC da Música, deve entrar na pauta de votação depois do recesso parlamentar. Em tempo: Uma vez aprovado, permitirá que CD e DVD cheguem ao consumidor 40% mais baratos.


PEC da Música
Jornal do Brasil
7/12/2007


Hildezinha continua bombando na Câmara Federal. Otavio Leite leu aqui a nota sobre a morte anunciada do mercado fonográfico por conta da pirataria e lembra que o dia 11 vai marcar o início da virada.

Conta o deputado Otavio que será instalada na terça-feira a Comissão Especial de Fonogramas e Videogramas Musicais para analisar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 98/07 dele próprio dando imunidade tributária à produção de CD e DVDs de música brasileira feitos pelos nossos artistas...

O objetivo ? Reduzir o preço dos produtos, valorizar a MPB e combater a pirataria. Otavio tem adesão de Frejat, Sandra de Sá, Sergio Reis, Zezé de Camargo e Luciano e a poderosa Kati Almeida Braga.

Câmara instala comissão sobre isenção para CDs e DVDs
Agência Câmara
5/12/2007

Deve ser instalada na quarta-feira (5) a Comissão Especial de Fonogramas e Videofonogramas Musicais, para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 98/07, do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), que dá imunidade tributária à produção de CDs e DVDs de música brasileira ou feitos por artistas nacionais, incluindo os suportes físicos que contenham esse material. Os principais objetivos são reduzir o preço desses produtos, valorizar a música brasileira e combater a pirataria.

A reunião, em que serão eleitos o presidente e os vice-presidentes da comissão, está marcada para as 14h30, no plenário 10.

PEC da Música avança na Câmara Federal
Site Sidney Rezende
Data: 4/12/2007


A Proposta de Emenda Constitucional 98/07, mais conhecida como PEC da Música, será enviada na semana que vem para a apreciação de uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados. De autoria do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) e co-autoria de dezenas de parlamentares, a matéria - já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) - está a um passo do plenário da Casa para ser votada. Formalmente, a PEC da Música propõe a imunidade tributária para gravações das obras desenvolvidas por artistas e compositores brasileiros e tem como objetivo diminuir o impacto causado pela pirataria no mercado fonográfico. “Esperamos que ainda este ano, tenhamos concluído a apreciação na Comissão Especial da Câmara para em 2008 promovermos uma grande mobilização nacional a fim de sensibilizar os parlamentares no Congresso para a aprovação da PEC da Música”, explica Otavio Leite .

O deputado Décio Lima (PT-SC) foi escolhido presidente da Comissão e o relator será José Otávio Germano (PP-RS). “Vários artistas apóiam a nossa proposta, entre eles, Frejat, Sandra de Sá, Leone, e contamos ainda com apoio de parlamentares da base aliada e da oposição. Terça-feira, dia 11, vamos fazer um verdadeiro carnaval em cima do tema em Brasília, quando a PEC da Música será criada a Comissão Especial na Câmara dos Deputados”, adianta o autor do projeto. Otavio Leite acrescenta que a matéria já conta também com o aval do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

A isenção tributária que consta do projeto original é semelhante à aplicada ao mercado dos livros. Caso seja aprovada, a PEC da Música promoverá uma queda no preço do CD e do DVD de 30% a 40%. “Essa desoneração por completa tem inclusive o apoio do Sindicato dos Fiscais de Renda (Sindifisco). Eles acham adequado o projeto. Hoje, por exemplo, diante da vertiginosa queda na venda de CDs e DVDs originais de artistas brasileiros, não se arrecada quase nada, por causa da pirataria”, analista Otavio Leite . Segundo o deputado, os dados mostram que a venda desses produtos vem caindo ano a ano. Em 2005, o mercado fonográfico atingiu a cifra de R$ 46 milhões e, no ano passado, esse número despencou para R$ 24 milhões.

Os efeitos da pirataria no mercado fonográfico

Dados da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD) mostram que de 1997 a 2004 houve uma queda de 50% nos postos de trabalho do mercado fonográfico e no número de artistas contratados pelo mercado fonográfico. Os lançamentos de produtos nacionais recuaram no mesmo período 44%, diz a ABPD. A perda de arrecadação em impostos (ICMS, PIS e Cofins) por causa da pirataria atingiu a cifra de R$ 500 milhões anuais e 60 mil profissionais - gente que trabalhava em gravadoras, junto aos fabricantes de CDs e DVDs e no comércio varejista - perderam o emprego em 7 anos.

Pirataria faz Brasil perder R$ 20 bilhões

O Grupo Regional de Combate à Pirataria - que reúne mais de 30 entidades - apresentou nesta segunda-feira na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) o resultado de uma pesquisa da US Chamber (Câmara de Comércio dos Estados Unidos) que revela dados assustadores. Segundo o estudo, as perdas de arrecadação no país, só em 2007, foram da ordem de R$ 20,2 bilhões apenas em três tipos de produtos: brinquedos, tênis e roupas.

O total gasto com esses produtos em quatro regiões metropolitanas pesquisadas (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Recife) cresceu 8% em 2007. A pesquisa, que ouviu 2.226 pessoas, também mediu o hábito dos brasileiros de comprar produtos piratas. São 73% os que declararam comprar sempre, às vezes ou raramente. Apenas 27% disseram nunca fazer esse tipo de compra.

O lado positivo é que houve um aumento da conscientização dos consumidores. 80% deles disseram reconhecer que as falsificações prejudicam bastante os negócios das empresas, que deixam de investir e gerar empregos.

Na avaliação por classe e idade, a pesquisa confirmou tendências: os jovens entre 16 e 24 anos são os maiores compradores de piratas (82% nessa faixa de idade compram); a classe A também compra esse tipo de produto (49% declararam, o menor percentual entre as classes); e a classe C (66%) é a maior consumidora.

A pesquisa incluiu ainda perguntas sobre percepção de variedade dos produtos, pontos de venda, preços e fiscalização. A variedade aumentou consideravelmente em todas as capitais pesquisadas, e o mesmo aconteceu com os pontos de venda. A percepção de preço não mudou, e a de fiscalização aumentou, segundo o estudo.

Câmara instala comissão para analisar PEC de Leite

Agência Tucana
29/11/2007

Deve ser instalada na quarta-feira (5) a Comissão Especial de Fonogramas e Videofonogramas Musicais, para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 98/07, do deputado Otavio Leite (RJ), que dá imunidade tributária à produção de CDs e DVDs de música brasileira ou feitos por artistas nacionais, incluindo os suportes físicos que contenham esse material. Os principais objetivos são reduzir o preço desses produtos, valorizar a música brasileira e combater a pirataria. A reunião, em que serão eleitos o presidente e os vice-presidentes da comissão, está marcada para as 14h30, no plenário 10.

Obstáculos na internet

Jornal do Brasil
26/11/2007


Carta Capital, com a manchete O CD já era, adverte que o produto está em extinção. A indústria busca sobrevida na isenção de impostos. Proposta do deputado federal Otavio Leite (PSDB-Rio) isenta de qualquer tributo a produção musical brasileira.´Os CDs poderão ser oferecidos ao público por 12 a 13 reais. Comprar por 30 pratas? Não dá´, diz. Em outro tema, a Carta Capital mostra que as operadoras de telecomunicação do Brasil, temendo concorrência, apontam obstáculos aos planos do governo de implantar uma rede pública de acesso à internet em alta velocidade. O setor privado até hoje não conseguiu oferecer uma estrutura compatível com os padrões mínimos internacionais.


Música, Futebol e Política

Revista Backstage
Data: Edição novembro/07

Cerca de 600 pessoas entre músicos, artistas, empresários, técnicos, produtores, políticos e jornalistas, todos ligados diretamente ou indiretamente ao mercado musical, estiveram presentes na Festa Nacional da Música. Um evento em Canelas, na serra gaúcha, com 03 dias de muita música e discussão sobre isenção de impostos, Lei Rouanet e Grammy Latino.

Painéis e Debates

Foi no teatro do Centro de Convenções Laje de Pedra que aconteceram as três mais importantes discussões sobre o atual estágio de dificuldades por que o mercado fonográfico está passando.

No primeiro dia, com a presença de dezenas de artistas, músicos, dirigentes de gravadoras e empresários, foi apresentada uma Proposta de Emenda Constitucional, a PEC da Música como ficou conhecida, de autoria do deputado federal Otávio Leite. Esta emenda propõe instituir a imunidade tributária para fonogramas e videogramas de música brasileira seguindo os mesmos benefícios que são aplicados aos livros. A medida resultará na queda entre 30 a 40 por cento no custo final do produto ao consumidor, o que pode representar uma grande vitória sobre a pirataria, um dos grandes problemas do mercado fonográfico hoje.

Entre os presentes que manifestaram apoio à PEC vale ressaltar os deputados José Octávio Germano, Henrique Fontana, Frank Aguiar (músico e deputado), senador Sérgio Zambiasi, Germano Rigotto (ex-governador do Rio Grande do Sul), os deputados gaúchos Frederico Antunes e Mano Changes, Carlos de Andrade (Associação Brasileira de Música Independente), Paulo Rosas (Associação Brasileira de Produtores de Discos) e pelos músicos Sérgio Reis, Sandra de Sá, Rosemary, Leoni e Fernando Vieira.

No segundo dia os debates giraram em torno do funcionamento do Grammy Latino, quando foi discutido o tipo de envolvimento que o músico brasileiro deve ter. Tom Gomes, mediador deste encontro, explicou como funciona a premiação e tentou desmistificar o evento mais importante para o mercado latino americano . Segundo ele, a realidade do Grammy é o desconhecimento pela grande maioria dos músicos e artistas dos trâmites e características para participar da seleção e votação. No encontro ainda houve os depoimentos de Sérgio Reis (ganhador do Grammy em 2001), do presidente da EMI Music do Brasil, Marcelo Castelo Branco, e de Raul Vasquez, da IFPI latino-americana. Ainda de acordo com Tom Gomes, o segmento de música brasileira que mais aposta no Grammy e, conseqüentemente, é o mais bem representado na premiação é o da área gospel.

No terceiro e último dia foi a vez da discussão em torno de uma possível mudança na lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura) que concede benefícios a diversos segmentos da arte, mas que na música só privilegia a instrumental e a clássica, discriminando as principais e verdadeiras vertentes da MPB (pop, rock, samba, sertanejo, estilos regionais, etc). Este evento contou com a participação ativa de Carlos de Andrade (ABMI), o deputado e cantor Frank Aguiar (que se comprometeu em estudar o assunto), dos músicos Dorotéo Fagundes (RS) e Leny Andrade (RJ), entre outros. Para finalizar, a incansável lutadora pela classe dos músicos, a cantora Rosemary falou da importância do CulturaPrev, um plano especial de aposentadoria para a classe artística com mensalidades e condições muito atraentes (Backstage edição 145 ).

PEC da Música

O deputado federal Otávio Leite, autor da PEC da Música, fala como surgiu e em que pé anda o projeto de alteração da lei.

Backstage – Como surgiu a PEC da Música?

Otávio Leite – Além de expressão de nossa cultura, a música brasileira vai além. É um fator de unidade nacional. Este patrimônio não pode sofrer riscos. E isso me inspirou. A avalanche da pirataria tem que ser combatida. Esta competição passa pelo bolso e pela consciência do consumidor. Se conseguirmos diminuir a diferença no bolso poderemos tirar a diferença na consciência. Aí será uma outra etapa na luta.

Backstage – Quais as  dificuldades que o senhor encontrou e está encontrando para a aprovação dessa emenda?

Otávio – O processo de elaboração das leis no país é extremamente complexo, mas se a causa é boa e se houver mobilização o Congresso se sensibiliza. Serão necessários três quintos dos votos, em votações exclusivas em cada casa, Câmara e Senado. Estou otimista.

Backstage – Como a população poderá ajudar na aprovação da PEC da Música?

Otávio – Entrando em contato com o seu representante no Congresso Nacional, pedindo o voto. Enviando e-mails para gabinete@otavioleite.com.br , pois concentrarei o acúmulo para encaminhar aos deputados.

Backstage – Qual é a previsão (tempo) da aprovação definitiva e
quando os CDs deverão gozar de imunidade tributária?

Otávio – Já ultrapassamos a primeira etapa, aprovando a matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Foi criada uma comissão especial que emitirá um parecer, talvez ainda em novembro. Feito isso o assunto vai a plenário, pois o presidente da casa, Arlindo Chinaglia, é também entusiasta da matéria. Com uma participação firme e ampla dos músicos e profissionais do setor tenho certeza de que chegaremos lá: os CD's e DVD's terão um preço final bem mais barato. É preciso facilitar o caminho para a cultura, sobretudo para o futuro.


Câmara discute fim do imposto de CDs e DVDs para combater a pirataria

Jornal O Globo
Data: 15/10/2007

Em meio à invasão do mercado por cópias falsificadas do filme ´Tropa de elite´, a Câmara começa a discutir uma proposta que acaba com os impostos de CDs e DVDs para combater a pirataria. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), já determinou a criação de uma comissão especial para discutir a proposta, já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

- Já assinei hoje, entra na fase de os líderes indicarem componentes. A discussão geral da pirataria vai além dos artistas, roubo de cargas, medicamentos - disse o petista.


Comissão debaterá PEC contra pirataria musical

Jornal Valor Econômico
Data: 15/10/2007


Tramita na Câmara dos Deputados uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que promete ajudar músicos, gravadoras e produtores a combater a pirataria. O texto, de autoria do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) e batizado como a PEC dos Músicos, concede imunidade tributária a fonogramas e videofonogramas (CDs, DVDs e outras formas de expressão musical) de artistas brasileiros. Hoje, os tributos significam, em média, 40% do valor total de CDs e DVDs comercializados no mercado formal.

A imunidade tributária do texto de Otavio Leite é semelhante àquela concedida a livros no país. ´ Temos o objetivo de defender um patrimônio importantíssimo do país. Fala-se que o futebol é fator de unidade nacional, mas a música também é. Precisamos fazer alguma coisa para combater a pirataria e essa é uma forma ´ , diz o deputado.

O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara há 15 dias. Nesta semana, há a expectativa de o presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), criar uma comissão especial para analisar o tema antes do texto ser levado ao plenário.

A emenda conta com apoio de gravadoras e de músicos. Quando o texto começou a tramitar, Chinaglia recebeu Francis Hime, Sandra de Sá, Leoni e outros artistas que foram pedir ao presidente que desse celeridade à apreciação do projeto. No encontro, o cantor Roberto Carlos conversou com o petista por telefone. Declarou total apoio ao projeto. ´ Estamos bastante otimistas com a proposta. É um projeto coerente, já que outras formas de cultura têm o benefício da imunidade tributária ´ , diz o presidente da EMI Music do Brasil, Marcelo Castello Branco.

Os efeitos da pirataria sobre o mercado musical brasileiro têm sido devastadores. Entre 1997 e 2005, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), os postos de trabalho do setor diminuíram em 50%. Foram 3,5 mil pontos de venda fechados e 44% a menos de produtos nacionais lançados. O pagamento de impostos também despencou: só de ICMS, Pis e Cofins, a estimativa é de que o setor deixou de pagar R$ 500 milhões anualmente. Todos os números impactam na perda de postos de trabalho. No período, 80 mil vagas foram fechadas.

Segundo Castello Branco, as gravadoras poderiam reduzir, de imediato, os preços em até 12% com a imunidade tributária que teriam. Mas há ainda a isenção a todos os demais atores da cadeia produtiva. ´ O preço poderia cair em até 50% ´ , diz o deputado Otavio Leite . No caso dos formatos de música e vídeo para a telefonia a queda, só no âmbito das gravadoras, seria de 32%. No formato das músicas para serem comercializadas pela internet, a redução seria de 14%. Aliás, os downloads na rede mundial de computadores não são vistos como uma má notícia para o setor. ´ É uma grande notícia para o mercado. Uma grande oportunidade. O setor já começa a se adaptar a comercializar as músicas de forma legal ´ , diz Marcelo Castello Branco.

Otavio Leite adotou a estratégia de pedir o apoio de forças políticas dos diferentes partidos para fazer tramitar o projeto. PECs não podem ser de autoria de apenas um deputado. Precisam do apoio de, pelo menos, 171 parlamentares. Assim, deputados como José Múcio Monteiro (PTB-PE), líder do governo na Câmara; Ciro Gomes (PSB-CE), ex-ministro da Integração Nacional; Fernando Coruja (SC), líder do PPS na Câmara, e outros políticos importantes dividissem a autoria do texto. O tema ainda não foi tratado pela área econômica do governo e não existe uma posição oficial do Palácio do Planalto sobre a PEC.

CD e DVD - Isenção tributária para a produção artística nacional
Com axé

Jornal do Brasil
Data: 7/10/2007

A luta pela PEC da Música, que diminui os impostos dos fonogramas, ganhou mais uma adesão: a de Daniela Mercury. Ao deputado Otavio Leite (PSDB), autor do projeto, a baiana garantiu que levará um grupo de artistas ao Congresso.

Falando nisso

Leite e o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, acertaram os ponteiros quanto à criação de uma comissão. O relator deverá ser o deputado José Otávio Germano (PP-RS).

PEC abre Festa Nacional da Música

Ascom Dep. Otavio Leite
Data: 1/10/2007


A primeira atividade oficial da Festa Nacional da Música (Canela/RS), 1/10, foi tratar de um assunto de interesse de toda classe artística e empresarial envolvida com a produção e veiculação da música: a Proposta de Emenda Constitucional 98/07, de iniciativa do deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ) com co-autorias, que estabelece a ´Imunidade Tributária para a Música Brasileira´. No dia 26/09, a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJD) da Câmara aprovou a PEC da Música.

- Este é o primeiro passo na tentativa de dar a discos o mesmo tratamento tributário que têm os livros - isentos de alguns impostos -, medida que artistas e produtores musicais consideram fundamental para uma recuperação do setor. Uma comissão especial será criada para analisar a matéria, que passará por novas votações na Câmara - anuncia Leite.

CCJ aprova ´PEC da Música´ de Otavio Leite

Agência Tucana
Data: 26/9/2007

A CCJ aprovou nesta quarta-feira a chamada ´PEC da Música´, de autoria do deputado Otavio Leite (RJ) em co-autoria com outros parlamentares. O objetivo da proposta é isentar a produção fonográfica da cobrança de impostos federais. O relator da matéria, deputado Benedito de Lira (PP-AL), apresentou parecer pela admissibilidade. O próximo passo será a criação de uma subcomissão especial para analisar a matéria.

Hoje a tributação onera de 30% a 40% da produção fonográfica brasileira. Se a proposta for aprovada, o preço final de CDs e DVDs será reduzido drasticamente. ´Foi dado um grande passo contra a pirataria hoje na Câmara. Diante da queda nas vendas dos discos legais nos últimos anos, nos sentimos convocados a tomar alguma providência a partir do Poder Legislativo´, destacou.

´A música brasileira e os nossos artistas são um precioso patrimônio que precisam ser protegidos, fortalecidos e incentivados. Com essa aprovação, estamos mais perto de beneficiar esse setor, que precisa vencer a batalha contra o mercado ilegal´, defendeu o tucano.


PEC da música é aprovado na CCJ da Câmara
Globo Online
Data: 20/9/2007

No início da tarde desta quarta-feira, na abertura dos trabalhos da Câmara de Deputados, em Brasília, a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJD) aprovou a proposta de emenda à constituição (PEC) número 98/07, conhecida como PEC da Música, que pede uma diminuição dos tributos sobre os fonogramas musicais.

Este é o primeiro passo na tentativa de dar a discos o mesmo tratamento tributário que têm os livros - isentos de alguns impostos -, medida que artistas e produtores musicais consideram fundamental para uma recuperação do setor. Uma subcomissão especial será criada para analisar a matéria, que passará por novas votações na Câmara.

De autoria do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), com co-autoria com dezenas de parlamentares de diferentes partidos, caso a medida seja aprovada, o preço final de CDs e DVDs deve cair entre 30% e 40%.